Sobre os Altares

Escrito por Eduardo Gabriel on . Categorias: Ensinamentos, Magia Nórdica, Matérias

Altar de Dragões

Na espiritualidade somos livres. Podemos cultuar Buda, Odin, Krishna, Jesus, Zeus, Oxalá e assim por diante. As religiões mais voltadas a natureza “permitem” um culto amplo.

No Templus – que não é exatamente uma religião – não somos diferentes. Não temos dogmas, sensos extremos, ou coisa do género. Nossa própria base é entendermos a multiplicidade da “Suprema Força Criadora”. E entendermos, inclusive, que ela se manifesta em diversos pontos do globo através de Deuses, divindades, Heróis – tal como Jesus e Siegfried – e muitas outras figuras simbólicas.

Cada um de nós possui uma essência que é composta por vários desses “pequenos pedaços” do Supremo Criador. E muitas vezes buscamos uma referência material para representar essas essências. Essas referências são muito importantes para nós, fornecem um ponto de foco, onde quando olhamos lembramos e nos ligamos mentalmente e espiritualmente à divindade a qual o objeto está consagrado.

Aliás, quando consagramos um objeto é isso que acontece. Ele se liga através de cordões energéticos com a divindade a qual o objeto foi consagrado. Comentarei isso numa próxima matéria.

O fato é que não possuimos apenas uma essência e – por consequência – acabamos adquirindo vários objetos que vamos acumulando. Dessa forma um altar vai se formando naturalmente.

Um altar é muito importante para uma pessoa, seja ela de que religião for. Essa referência material de nossas crenças nos trás um grande fortalecimento em nosso quotidiano. Aliás, muitas empresas, hospitais e aeroportos já possuem o chamado “espaço ecuménico”, locais destinados a orações. Já é mais do que comprovado que a fé na medida correta leva a pessoa a superar suas barreiras, limites, limitações, doenças e capacidades.

Por tudo isso sempre recomendamos que cada um tenha o seu altar individual. Mesmo em casos de famílias cada um é um ser humano individual, tendo uma necessidade natural de em determinado ponto a manifestar através de objetos simbólicos próprios. Existem casos distintos de altares de templos, estes sim, representam diversas fontes divinas, ou as do Sacerdote e é sustentadora de todos os adeptos daquele templo. Mas não é sobre esse tipo de altar que aqui estamos falando – inclusive por acreditarmos que cada sacerdote deve saber cuidar de seu altar. Aqui nos dirigimos aos espiritualistas mais leigos que desejam ter em vossas casas um altar.

Um altar não precisa ser demasiadamente grande ou complexo. Sou totalmente a favor de algo mais discreto. Em casos de muitos objetos acumulados, pondere se esse grande número de totens condiz com a sua realidade e atividade espiritual. Normalmente pessoas que possuem um trabalho espiritual mais ativo tendem a ter altares mais complexos, pois neles estão firmadas diversas forças diferentes, que são sustentadoras naturais dos trabalhos espirituais. E para quem possui condições, dedicar uma sala inteira para esse tipo de tarefa também é compensador. Nada como ao chegar cansado do trabalho e poder se religar às suas forças espirituais e poder restabelecer as suas energias com auxílio dos seus regentes essenciais.

Não se esqueçam que ter um altar requer uma dedicação especial. Não é como um objeto decorativo qualquer, que serve apenas para fazer vistas; ou até mesmo aquele objeto consagrado que serve para proteger um local – mesmo que este também tenha de ser descarregado por vezes. Um altar é uma conexão direta mesmo, ele deve ser alimentado por elementos, pensamentos, orações, etc; lembrando que a cada magia que se realizar perante esse altar ele é fortalecido e você – por consequência – também.

Quando montamos um altar ele se torna um ponto focal para o nosso espírito. As nossas energias entram em sintonia com a do altar, que também alimenta nosso espírito com energias sagradas e divinas.

Tenha o seu altar e faça dele o seu ponto de referência espiritual. Mantenha-o sempre belo e se beneficie dessa força!

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Eduardo Gabriel

“Tutor da Magia Nórdica, Eduardo Gabriel é médium psicografo desde 2003 quando começou a escrever sobre Magias. Ministra cursos na Europa e Brasil, visando sempre o desenvolvimento pessoal e espiritual de seus iniciados, assim como a multiplicação dos benefícios causados pelas Magias Mitológicas.”

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